Pela Responsabilização dos culpados! – Por Nuno Manaia Costa

Manaia

Desde que me lembro, que procuro nas eleições do nosso clube, distinguir os diversos orgãos uns dos outros, votando em listas diferentes em cada uma das opções .

O Sporting chegou a um estado miserável, com uma gestão totalmente desastrosa e despreocupada, desde que iniciamos o propalado projecto Roquette.

Não podendo no entanto, deixar de realçar estes últimos 2 anos, em que o passivo cresceu bem acima dos 100 milhões de euros.

Se ao longo dos anos, não tivéssemos tidos conselhos fiscais coniventes e pouco ou nada controladores, se calhar não tínhamos chegado aqui, ou pelo menos o buraco não seria tão grande.

Como devem saber, neste próximo acto eleitoral, teremos pela primeira vez a eleição do conselho fiscal, através do método de Hondt. O cenário que vejo como ideal, será o de ter o maior número de pessoas no conselho fiscal, eleitas por listas distintas do conselho directivo.

Porque sem escrutinar o passado não teremos futuro, porque é essencial uma auditoria de gestão, porque é fundamental a responsabilização daqueles que nos colocaram nesta situação, porque acredito que ainda existe gente séria e honesta para servir o nosso Clube,

Para o conselho fiscal, vou votar na Lista D, liderada pelo Vicente Caldeira Pires .

Nuno Manaia Costa

Sócio 15.819-0

Presidente da Associação de Adeptos Sportinguistas

Uma oportunidade única – Por José Sabino

José Sabino 1

O Sporting é dos sócios. Uma frase dita vezes sem conta, como se fosse um estandarte da nação leonina. O significado destas palavras evoca o orgulho daqueles que fazem parte desta instituição centenária e que sentem o Clube como algo que lhes pertence. Para muitos adeptos, evoca também a noção de que têm um papel a desempenhar, mesmo que ínfimo, na condução dos seus destinos. O Sporting foi,  é e será sempre aquilo que os seus sócios e adeptos quiserem que seja.

Dito isto, recentemente esse associativismo empreendedor, activo, com dinamismo para impulsionar o clube a atingir as suas metas, esse associativismo tem vindo a perder força e capacidade de intervenção no determinar do rumo que o clube que todos amamos deve seguir. Num passado recente, os sócios têm-se demitido das suas responsabilidades como elementos fiscalizadores da forma como o Sporting é gerido. O canto da sereia da galeria infindável de “notáveis”, o ar de credibilidade dos senhores da banca, o encantamento de fórmulas mágicas que nunca funcionam, tudo isto tem afastado o sócio comum do envolvimento diário nas actividades do clube. Por outro lado, este distanciamento da instituição, tem permitido o percorrer de um caminho perigoso, em que o papel dos sócios se vai diluindo na inevitabilidade criada pelas decisões dos dirigentes.

Neste contexto, a Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar é uma verdadeira lufada de ar fresco. Com origem em sócios anónimos, com carácter, competência e ideais comuns de independência e rigor, esta candidatura quer contribuir para que, qualquer que seja a direcção eleita, os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal sejam sempre salva-guardados. Estes sócios do clube não aspiram ao poder pela sede do poder. Pretendem sim que aqueles que o vão deter actuem em conformidade e de acordo com aquilo que vão prometer durante as suas campanhas eleitorais. Já chega de Conselhos fiscais subservientes aos interesses da direcção vigente e cúmplices da delapidação patrimonial e económica que o nosso clube tem vindo a sofrer.

Esta é a verdadeira altura de dar voz aos sócios e de garantir que os mesmos possam ter uma capacidade real de fiscalizar com independência e rigor a equipa directiva que tomará conta dos destinos do Sporting no próximo dia 23 de Março. É tempo de dar uma voz activa e interveniente aos sócios que pretendem nada mais do que garantir que o futuro do clube não continue a ser comprometido de forma leviana e que, em ultima instância, o Sporting dos sócios não deixe de existir.

O apoio a esta candidatura,  mais do que necessário,  é uma reafirmação de que o Sporting continua a ser de todos nós e de que todos devemos contribuir para que o mesmo caminhe com sucesso para uma gestão de rigor, de verdade e de competência. A feira de vaidades dos supostos notáveis e a servidão credível aos interesses da banca levaram o clube à crise económico desportiva mais grave da sua longa e rica história. A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar dá-nos a garantia de que actos de gestão danosa ou versões distorcidas da realidade não serão mais aceitáveis nem passarão impunes.

Quem fervorosamente vive o papel de sócio, com paixão e dedicação ao Clube, entenderá perfeitamente que esta candidatura é de todos os Sportinguistas, para todos os Sportinguistas. Votar lista D é depositar um voto na convicção incontornável de que o maior património do Sporting são os seus sócios e adeptos. O passado recente ensinou-nos de que os elementos do Conselho fiscal preocupam-se mais em solidarizar-se com o conselho directivo, com o qual partilharam a lista, do que em exercer com independência as funções para o qual foram eleitos. Por isso, independentemente da escolha que façam para o novo presidente, esta candidatura oferece a garantia de que uma parte do poder se irá manter na posse de um dos nossos. Esta é,   portanto, uma oportunidade única a não perder.

Jose Sabino

(Ideal 1906)

CONTEM COMIGO! – Por Juvenal Carvalho

Juvenal

Num Clube a caminho de 107 anos de História e que tem primado por querer estar no Desporto de forma completamente diferente dos demais, é com agrado que vejo o aparecimento de um conjunto de sportinguistas interessados pelo dia a dia do Clube, composto por jovens, e que se apresenta a um acto eleitoral de extrema importância para o futuro do nosso Sporting.

A Lista Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar (Letra D), liderada por Vicente Caldeira Pires contará com o meu apoio. Estou ao lado desta lista não só porque a acho uma lufada de ar fresco, como sei da valia de muitos destes jovens leões que a compõem, e que não olham a meios para atingir os seus fins: o crescimento do Sporting Clube de Portugal.

Por tudo isto, e porque acho que a pluralidade de opiniões e a ‘fiscalização’ independente deve acontecer, isto sem pôr em causa a idoneidade de ninguém, vou passar a mensagem da necessidade de serem eleitos membros da candidatura. O Sporting precisa de quem o viva apaixonadamente e que queira fugir ao paradigma dos ‘tecnocratas’ que o vivem na lógica de uma empresa. A paixão, acompanhada pela sapiência de quem vive de forma apaixonada o Sporting, é absolutamente vital.
O meu voto – aliás os meus 9 votos de 36 anos de filiação ininterrupta – serão para esta candidatura.
Estarei ao vosso lado. Pelo Sporting. Contem comigo!
Juvenal Carvalho

Sócio 7.153 – 0

Balanço de campanha

Logo coverPassaram-se 2 semanas desde o inicio da campanha e o balanço até ao momento é mais do que positivo. Sentimos um optimismo redobrado pela atenção que os mais diversos quadrantes dos sócios leoninos têm colocado na nossa candidatura e no interesse que revelam pela eleição de um Conselho Fiscal e Disciplinar realmente independente!

Ainda que a nossa visibilidade não seja, obviamente, tão alargada quanto a das outras listas candidatas ao Conselho Directivo, não deixa de ser para nós um motivo de orgulho todo o carinho, atenção e manifestações de incentivo que temos recebido.

Durante este semana publicaremos diariamente artigos, bem como textos de apoio que vamos recebendo.

A todos o nosso obrigado.

INDEPENDÊNCIA. RIGOR. VERDADE

João Rocha (1930-2013)

A Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar, através de todos os sócios que compõem a sua lista e de todos os demais que a têm apoiado e promovido, manifesta o seu pesar pelo desaparecimento de João Rocha, o Presidente que por mais anos liderou o nosso Clube, lutando arduamente pelo contínuo crescimento do mesmo quer ao nível de títulos quer ao nível de sócios e adeptos. A ele devemos grande parte das maiores conquistas que o Clube apresenta no seu museu e o facto de sermos um dos Clubes mais titulados em todo o mundo. Hoje o Sporting ficou mais pobre.
Aos seus familiares e amigos enlutados, enviamos as nossas sentidas condolências.

CFeD órgão fiscalizador ou órgão de louvores?

Estamos novamente em processo de campanha eleitoral. Após o desastre que foi o mandato presidido por José Eduardo Bettencourt, eis que o dia 26 de Março de 2011 nos trouxe um novo presidente que, ainda que eleito debaixo de sérias dúvidas e contestação, teve tempo e espaço para desenvolver o seu trabalho e cumprir o seu programa desportivo, patrimonial e financeiro.

Dois anos depois estamos perante mais um falhanço a nível desportivo, as promessas patrimoniais por cumprir, mais de 110 Milhões de euros de prejuízos na SAD, mais de 5 milhões de prejuízos no Clube e ausência de informação em relação às restantes empresas do Grupo Sporting.

Com este panorama desastroso, tivemos as seguintes reacções do Conselho Fiscal e Disciplinar em funções:

Na SAD:

•          Sobre o Relatório e Contas da SAD relativo ao exercício 2011/12, cujo Resultado Líquido se cifrou em 45,947 milhões de euros, lemos o seguinte (igual ao escrito 1 ano antes sobre as contas de 2010/12, cujo Resultado Liquido foi negativo em 43,991 milhões de euros):

“O Conselho Fiscal registou o esforço que o Conselho de Administração do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – Futebol SAD está a desenvolver para assegurar o reembolso dos valores a receber de entidades do Grupo Sporting Clube de Portugal, nomeadamente do Sporting Clube de Portugal, e reitera a necessidade de continuação de medidas que visem a sua regularização (…)

Finalmente, não podemos deixar de salientar e agradecer a excelente colaboração recebida por parte do Conselho de Administração do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – Futebol SAD no desempenho das suas funções, nomeadamente no cumprimento das regras a aplicar na preparação das demonstrações financeiras e informações de gestão.”

No Clube:

•          “d) Que seja aprovado um voto de agradecimento ao Conselho Diretivo, (…) pela forma como serviram o Clube.”

Ou seja, para além dos comuns e evitáveis votos de louvor para quem criou mais de €90 milhões de prejuízos, apesar de termos o mesmo presidente e o mesmo vice-presidente no Conselho Fiscal do Clube e da SAD, assistimos com estupefação à grande preocupação do CF da SAD com a dívida do Clube, embora não sintam a mesma necessidade de explicar aos sócios o porquê de o Clube ter essa dívida para com a SAD, do mesmo modo que deve num total superior a € 100 milhões a empresas do Grupo tais como a “Soc. Prom. Imob. Quinta das Raposeiras, SA”, “Construz, SA”, “Verdiblanc I, SA”, “Verdiblanc II, SA”, “Verdiblanc III, SA” e “Verdiblanc IV, SA”.

Será por falta de Independência entre os diversos Órgãos Sociais do Clube? Ou será por falta de Independência entre Credores e Órgãos Sociais do Clube?

O Clube não aguenta mais tempo sem um cerrar de fileiras sério, assente em sportinguismo em todos os lugares de decisão e afastando, de vez, todos aqueles que de forma acrítica e desavergonhada teimam em continuar agarrados a um poder para o qual já manifestaram não ter a menor capacidade e vontade de o exercer.

Assim, a Candidatura Independente volta novamente em 2013 assentando a sua base nos mesmos princípios de 2011 e, aparentemente, tão em voga hoje em dia por outras candidaturas: Independência. Rigor. Verdade.

Sem a Independência total entre todos os Órgãos Sociais do Clube, continuará o compadrio, a conivência e a cumplicidade entre todos os (ir)responsáveis pela catastrófica situação do Sporting Clube de Portugal.

Sem Rigor jamais poderemos ajudar a voltar a erguer o grande Clube que é o Sporting. A fuga continua para a frente através de diversas reestruturações financeiras, através da venda de património para abater passivo ou através de virtuais investidores. A constante ameaça do “Nós ou Caos” não pode continuar a pairar na cabeça de todos os sócios e adeptos.

Sem Verdade continuaremos neste clima de paz podre dentro de um Clube totalmente endividado e cujos diferentes Conselhos Fiscais e Disciplinares teimam em ignorar, varrendo para debaixo do tapete toda e qualquer explicação para este descalabro.

Recordamos as principais linhas de acção a que nos propomos para este quadriénio 2013-2017:

•          Implementar Uma Verdadeira Separação de Poderes – Somos independentes de qualquer outro órgão social do Clube, nomeadamente do Conselho Directivo. Não somos cúmplices nem estamos limitados por quaisquer interesses de outras candidaturas;

•          Acompanhar a Gestão – actuando dentro de todos os limites estipulados nos Estatutos do SCP, propomo-nos a acompanhar de forma profunda e permanente toda a actividade do Conselho Directivo, nomeadamente aquelas cujo impacto económico-financeiro mais se possa fazer sentir. Não seremos contrapoder, seremos sim um poder a favor da sustentabilidade futura do Sporting.

•          Defender o Associativismo – queremos manter o nosso Clube fiel à sua matriz original: o Associativismo! Pretendemos fazer todos os esforços no sentido de preservar a maioria do Capital Social da SAD nas mãos dos sócios pois estes são o coração de todo o Clube! Neste sentido, e centrando a nossa acção sempre na defesa profunda dos princípios de transparência, equilíbrio e rigor na vida associativa do Clube, assumimos o seguinte compromisso:

•          Uniformização dos órgãos de fiscalização de todas as entidades do Grupo Sporting;

•          Obrigatoriedade de apresentação de contas consolidadas de todo o Grupo.

•          Elaborar o “Livro Branco” do Sporting Clube de Portugal – Pretendemos contribuir para a efectiva realização de uma Auditoria de Gestão a todo o universo leonino relativamente ao período de 2 de Junho de 1995 até 23 de Março de 2013. Não pactuaremos com auditorias meramente financeiras e tudo faremos para apurar até às últimas consequências os responsáveis pelo empobrecimento e insustentabilidade em que o Clube se encontra.

•          Responsabilizar Pelos Danos – Iremos até às últimas consequências no sentido de apurar os responsáveis pelos actos de gestão que, ao longo dos últimos anos, se mostraram lesivos para com o Clube e, actuaremos disciplinarmente de acordo com as competências próprias do órgão ao qual nos candidatamos, e civil e criminalmente junto das instâncias competentes.

Acresce que após as alterações estatutárias realizadas há cerca de 2 anos atrás, a eleição do CFD passa a ser feita através do Método de Hondt, permitindo a eleição de diferentes membros das diversas candidaturas apresentadas. A pluralidade de opinião apenas contribuirá para o acrescento de valor às discussões e debates no Clube.

Por tudo isto, dia 23 de Março, apelamos ao voto massivo na Lista D, Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal.

 

INDEPENDÊNCIA. RIGOR. VERDADE.

Porque voto na lista D – Independente para o Conselho Fiscal – Por Rui Calafate

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Há três motivos que nos podem fazer votar numa pessoa e na sua equipa: COMPETÊNCIA, CONFIANÇA e AMIZADE.
1- A COMPETÊNCIA do Vicente caldeira Pires e da restante lista para defender intransigentemente os interesses do Sporting Clube de Portugal é mais que certa. E prefiro que seja uma geração mais nova a acompanhar as contas do clube, pois os maiorais e, ditas, grandes figuras que governaram o Sporting nos últimos 20 anos levaram-no para um abismo.
2- Tenho CONFIANÇA na irreverência deles, na sua capacidade de não se vergar e não permitir que mintam sobre questões do nosso clube. Aquelas questões que não são as da bola a entrar na baliza, mas as que interessam verdadeiramente ao passado, presente e futuro do Sporting.
3- e sou amigo deles. Os valores da amizade numa grande instituição que vive da paixão dos seus adeptos continua a ser muito importante. E é a agregação dos adeptos que faz um clube forte e com futuro.
Escrevo como sócio 6095, com quotas sempre em dia. Ao contrário de muitos que aparecem em listas e quejandos com mais de 50 anos e que são sócios 70 mil e 80 mil. Gostava de descobrir por que é que alguns, com capacidade financeira, só agora são sócios. É para reflectirem, mas eu prefiro uma nova geração de sportinguistas que sirvam o Clube com carácter e honestidade.
Rui Calafate
Sócio 6.095