CFeD órgão fiscalizador ou órgão de louvores?

Estamos novamente em processo de campanha eleitoral. Após o desastre que foi o mandato presidido por José Eduardo Bettencourt, eis que o dia 26 de Março de 2011 nos trouxe um novo presidente que, ainda que eleito debaixo de sérias dúvidas e contestação, teve tempo e espaço para desenvolver o seu trabalho e cumprir o seu programa desportivo, patrimonial e financeiro.

Dois anos depois estamos perante mais um falhanço a nível desportivo, as promessas patrimoniais por cumprir, mais de 110 Milhões de euros de prejuízos na SAD, mais de 5 milhões de prejuízos no Clube e ausência de informação em relação às restantes empresas do Grupo Sporting.

Com este panorama desastroso, tivemos as seguintes reacções do Conselho Fiscal e Disciplinar em funções:

Na SAD:

•          Sobre o Relatório e Contas da SAD relativo ao exercício 2011/12, cujo Resultado Líquido se cifrou em 45,947 milhões de euros, lemos o seguinte (igual ao escrito 1 ano antes sobre as contas de 2010/12, cujo Resultado Liquido foi negativo em 43,991 milhões de euros):

“O Conselho Fiscal registou o esforço que o Conselho de Administração do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – Futebol SAD está a desenvolver para assegurar o reembolso dos valores a receber de entidades do Grupo Sporting Clube de Portugal, nomeadamente do Sporting Clube de Portugal, e reitera a necessidade de continuação de medidas que visem a sua regularização (…)

Finalmente, não podemos deixar de salientar e agradecer a excelente colaboração recebida por parte do Conselho de Administração do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – Futebol SAD no desempenho das suas funções, nomeadamente no cumprimento das regras a aplicar na preparação das demonstrações financeiras e informações de gestão.”

No Clube:

•          “d) Que seja aprovado um voto de agradecimento ao Conselho Diretivo, (…) pela forma como serviram o Clube.”

Ou seja, para além dos comuns e evitáveis votos de louvor para quem criou mais de €90 milhões de prejuízos, apesar de termos o mesmo presidente e o mesmo vice-presidente no Conselho Fiscal do Clube e da SAD, assistimos com estupefação à grande preocupação do CF da SAD com a dívida do Clube, embora não sintam a mesma necessidade de explicar aos sócios o porquê de o Clube ter essa dívida para com a SAD, do mesmo modo que deve num total superior a € 100 milhões a empresas do Grupo tais como a “Soc. Prom. Imob. Quinta das Raposeiras, SA”, “Construz, SA”, “Verdiblanc I, SA”, “Verdiblanc II, SA”, “Verdiblanc III, SA” e “Verdiblanc IV, SA”.

Será por falta de Independência entre os diversos Órgãos Sociais do Clube? Ou será por falta de Independência entre Credores e Órgãos Sociais do Clube?

O Clube não aguenta mais tempo sem um cerrar de fileiras sério, assente em sportinguismo em todos os lugares de decisão e afastando, de vez, todos aqueles que de forma acrítica e desavergonhada teimam em continuar agarrados a um poder para o qual já manifestaram não ter a menor capacidade e vontade de o exercer.

Assim, a Candidatura Independente volta novamente em 2013 assentando a sua base nos mesmos princípios de 2011 e, aparentemente, tão em voga hoje em dia por outras candidaturas: Independência. Rigor. Verdade.

Sem a Independência total entre todos os Órgãos Sociais do Clube, continuará o compadrio, a conivência e a cumplicidade entre todos os (ir)responsáveis pela catastrófica situação do Sporting Clube de Portugal.

Sem Rigor jamais poderemos ajudar a voltar a erguer o grande Clube que é o Sporting. A fuga continua para a frente através de diversas reestruturações financeiras, através da venda de património para abater passivo ou através de virtuais investidores. A constante ameaça do “Nós ou Caos” não pode continuar a pairar na cabeça de todos os sócios e adeptos.

Sem Verdade continuaremos neste clima de paz podre dentro de um Clube totalmente endividado e cujos diferentes Conselhos Fiscais e Disciplinares teimam em ignorar, varrendo para debaixo do tapete toda e qualquer explicação para este descalabro.

Recordamos as principais linhas de acção a que nos propomos para este quadriénio 2013-2017:

•          Implementar Uma Verdadeira Separação de Poderes – Somos independentes de qualquer outro órgão social do Clube, nomeadamente do Conselho Directivo. Não somos cúmplices nem estamos limitados por quaisquer interesses de outras candidaturas;

•          Acompanhar a Gestão – actuando dentro de todos os limites estipulados nos Estatutos do SCP, propomo-nos a acompanhar de forma profunda e permanente toda a actividade do Conselho Directivo, nomeadamente aquelas cujo impacto económico-financeiro mais se possa fazer sentir. Não seremos contrapoder, seremos sim um poder a favor da sustentabilidade futura do Sporting.

•          Defender o Associativismo – queremos manter o nosso Clube fiel à sua matriz original: o Associativismo! Pretendemos fazer todos os esforços no sentido de preservar a maioria do Capital Social da SAD nas mãos dos sócios pois estes são o coração de todo o Clube! Neste sentido, e centrando a nossa acção sempre na defesa profunda dos princípios de transparência, equilíbrio e rigor na vida associativa do Clube, assumimos o seguinte compromisso:

•          Uniformização dos órgãos de fiscalização de todas as entidades do Grupo Sporting;

•          Obrigatoriedade de apresentação de contas consolidadas de todo o Grupo.

•          Elaborar o “Livro Branco” do Sporting Clube de Portugal – Pretendemos contribuir para a efectiva realização de uma Auditoria de Gestão a todo o universo leonino relativamente ao período de 2 de Junho de 1995 até 23 de Março de 2013. Não pactuaremos com auditorias meramente financeiras e tudo faremos para apurar até às últimas consequências os responsáveis pelo empobrecimento e insustentabilidade em que o Clube se encontra.

•          Responsabilizar Pelos Danos – Iremos até às últimas consequências no sentido de apurar os responsáveis pelos actos de gestão que, ao longo dos últimos anos, se mostraram lesivos para com o Clube e, actuaremos disciplinarmente de acordo com as competências próprias do órgão ao qual nos candidatamos, e civil e criminalmente junto das instâncias competentes.

Acresce que após as alterações estatutárias realizadas há cerca de 2 anos atrás, a eleição do CFD passa a ser feita através do Método de Hondt, permitindo a eleição de diferentes membros das diversas candidaturas apresentadas. A pluralidade de opinião apenas contribuirá para o acrescento de valor às discussões e debates no Clube.

Por tudo isto, dia 23 de Março, apelamos ao voto massivo na Lista D, Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting Clube de Portugal.

 

INDEPENDÊNCIA. RIGOR. VERDADE.

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